Doenças Respiratórias é tema de palestra no HE

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Doenças Respiratórias é tema de palestra no HE

A palestra mensal do serviço de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) abordou, nesta quinta-feira (22), a Prevenção de Doenças Respiratórias entre os Profissionais da Saúde. A médica pneumologista do HE, Sílvia Macedo, falou sobre os meios de transmissão, formas de diagnóstico e tratamentos e o Técnico em Segurança do Trabalho, Thiago Bidart, orientou sobre os tipos de máscaras utilizadas nos serviços de saúde.

De acordo com Silvia, as doenças respiratórias são transmitidas entre as pessoas pela movimentação respiratória, através da tosse, espirro e fala por vírus, agentes filtráveis ou microbactérias. “Mesmo que a pessoa se sinta bem para trabalhar, é importante o afastamento do profissional de saúde, para evitar a transmissão tanto aos pacientes como aos colaboradores”, destacou. Por estar no grupo de risco, a orientação é que esses profissionais recebam vacinação contra influenza, realizem a higiene das mãos e apliquem a etiqueta da tosse.

Foi salientado o alto risco de transmissão de tuberculose em ambiente hospitalar. Dependendo atividade e atuação do colaborador, esse risco é aumentado em até 20 vezes. As formas de transmissão da tuberculose ocorrem por pacientes doentes até a primeira quinzena de tratamento. Por isso, ele deve permanecer em leito de isolamento desde a suspeita. “Um dos problemas é o período em que o paciente permanece hospitalizado antes do diagnóstico”, salientou Sílvia.

A palestrante afirmou que o profissional de saúde, portador de doenças que causem prejuízo à sua imunidade, devem ter cuidado especial, pois têm risco aumentado de transmissão. “Eles não devem trabalhar com pacientes com tuberculose ou com suspeita da doença”, acrescentou.

O controle nas instituições de saúde deve ser feito em diversos níveis, desde medidas administrativas, reduzindo o risco de exposição até medidas de proteção individual, através da proteção respiratória pessoal nas áreas de risco de exposição à tuberculose. “Cuidados como levar o paciente para exame, devidamente paramentado, e permanecer o menor tempo possível em circulação é uma das atitudes que costumamos adotar para evitar a exposição”, comentou a médica.

Thiago Bidart falou que, ao realizar uma tarefa constantemente, é comum que o profissional, independentemente da sua função, se habitue às situações e perca a insegurança e o medo, passando a realizar as atividades sem alguns cuidados básicos. “ Observamos que o excesso de confiança é um dos principais fatores para o descuido, que resultam em acidentes de trabalho”, salientou.

Para finalizar, o técnico apresentou os equipamentos de proteção individual (EPI) que devem ser utilizados nesses casos pelos profissionais, bem como as formas de utilização e vida útil dos filtros deles para cada situação.

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